ÁREA DO ASSOCIADO

09/11/2019

Botucatu fica entre as 100 melhores para se investir

Pesquisa analisa os recortes em áreas como desenvolvimento econômico, capital humano, desenvolvimento social e infraestrutura



Com economia diversificada e números expressivos quanto a geração de riqueza e empregos, Botucatu foi classificada novamente como uma das cem melhores Cidades para se investir no país. O estudo, promovido pela consultoria Urban Systems, consiste em uma análise qualitativa do perfil social, demográfico, econômico e de infraestrutura urbana de 317 municípios com mais de 100 mil habitantes em todo o território brasileiro.

A pesquisa, realizada anualmente pela consultoria, analisa os recortes de investimentos apresentando as melhores cidades em desenvolvimento econômico, capital humano, desenvolvimento social e infraestrutura. Para o cálculo do ranking, é aplicada metodologia de análise estatística denominada de Índice de Qualidade Mercadológica (IQM), obtido por meio de relações ou avaliações técnicas com base em banco de dados oficiais de órgãos governamentais como o próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ministérios, secretarias estaduais, entre outras instituições de análises e pesquisas.

A partir disso, é formulado ranking que visa servir de parâmetro para a qualificação de determinado mercado, com a síntese de informações populacionais, comerciais, urbanísticas, econômicas e de infraestrutura. É possível, a partir da análise, prospectar e hierarquizar as melhores áreas potenciais para investimentos.

Os 317 municípios com mais de 100 mil habitantes que integram o recorte da pesquisa representam 70% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, 62% das empresas instaladas no país, 72% dos empregos formais e 57% da população.

No ranking geral, Botucatu ocupa a 78ª colocação entre as cem melhores cidades para se investir, tendo desempenho a frente de capitais como Fortaleza (81ª), Campo Grande (82ª), Porto Velho (86ª), Aracaju (89ª), Teresina (94ª), João Pessoa (95ª), São Luís (97ª). Além disso, também oferece índices superiores a municípios polos econômicos como Guarulhos (79ª), Caxias do Sul (83ª), Barretos (96ª) e Blumenau (100ª). Pela região também figuram as cidades de Sorocaba (36º), Piracicaba (41ª), Jaú (74ª) e Bauru (77ª).

Para chegar ao resultado, Botucatu obteve o IQM de 10,171, três pontos abaixo de São Caetano do Sul, melhor cidade classificada neste ano, com 13,178. Nos quesitos apresentados, a Terra dos Bons Ares está classificada em ao menos três dos quatro itens de composição da nota: capital humano (59ª colocação), desenvolvimento social (30ª) e infraestrutura (51ª).

Cidade avança em Capital Humano

Um dos itens em que Botucatu apresentou crescimento na classificação do ranking da Urban Systems é o capital humano, onde a consultoria classifica como sendo condição fundamental para o desenvolvimento de negócios e atração de empresas em diferentes segmentos econômicos. Para esta avaliação foram analisadas questões sociodemográficas, econômicas, educacionais em diferentes níveis de ensino. Dentre os pontos estavam população economicamente ativa, expectativa de anos de estudo, crescimento empregos formais com Ensino Superior, renda média dos trabalhadores formais, além de percentual de trabalhadores formais com ensino superior, matrículas ensino Superior, investimento municipal com educação e acesso ao ensino médio, profissionalizante.

Pelo estudo, Botucatu teve avanço de vinte posições, passando da 79ª colocação, em 2018, para a 59ª colocação nesta edição do ranking. Ao todo, a Cidade soma 3,560 pontos, estando à frente de Bauru (60ª), Piracicaba (69ª), Marília (87ª) e Ribeirão Preto (63ª). A pontuação máxima neste quesito é de 10 pontos.

Conforme projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município concentra 146.497 habitantes, tendo crescimento de 15% na população em comparação com o censo de 2010, quando 127.328 pessoas tinham residência fixa, fazendo com que haja densidade demográfica de 85,88 habitantes por quilômetro quadrado. Ainda conforme o IBGE, 42.210 pessoas tinham ocupação no mercado de trabalho (números de 2017), cujo salário médio mensal era de 3,1 salários mínimos que, atualizado ao atual valor (R$ 998) gera renda média de R$ 3.093,8 por habitante. Em comparação com outros municípios do país, ocupava a 152ª posição entre os 5570 municípios brasileiros. A renda do botucatuense era a 54ª melhor entre as cidades paulistas. Isso faz com que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita fosse de R$ 34.339,02 na última estimativa do instituto governamental.

Já o Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), ferramenta do Ministério da Economia, salienta que Botucatu possui 36.111 postos formais de trabalho em 7.222 estabelecimentos entre indústria, comércio, serviços, agropecuária, construção civil e serviço público.

 

Desenvolvimento Humano também concentra melhorias

Em outro quesito avaliado para o ranking, o Desenvolvimento Humano, Botucatu também apresentou avanços nos últimos doze meses. Antes classificada na 36ª colocação, a Cidade agora está na 30ª posição, com 3,888 pontos de IQM. A nota máxima era de 10 pontos.

Nesta avaliação foram considerados aspectos que medem indicadores sociodemográficos como educação, saúde, segurança, esperança de vida ao nascer. Também constaram análises como coleta de lixo e esgoto e o Índice de Desenvolvimento Humano que, na última aferição em 2010 era de 0,800, considerado muito alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), braço da Organização das Nações Unidas (ONU).

Conforme apresentado pelo IBGE, a taxa de mortalidade infantil média na Cidade estimada em 2017 foi de 13,99 para mil nascidos vivos. O município ainda concentra 27 estabelecimentos de saúde entre Pronto Socorros, hospitais e unidades de saúde.

Pelo âmbito educacional, Botucatu possui índices que referendam o lema de ser também a “terra das boas escolas”. Ainda conforme o IBGE, a taxa de escolarização entre a faixa etária de 9 a 14 anos estava em 97,8 % em 2017; sendo o 2411º município melhor classificado em todo o país. Entre outros dados, 16.861 alunos estavam matriculados no ensino fundamental entre 54 estabelecimentos; além de 5.094 inscrições no ensino médio em 25 escolas. Ao todo, são 1338 professores entre ensino fundamental e médio. Na parte avaliativa, Botucatu alcançou nota 6,6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos iniciais da educação pública e 4,8 nos anos finais do mesmo indicador.

Quanto ao ensino superior, existem 2.314 alunos matriculados entre instituições públicos e privadas, segundo o Portal Brasileiro de Dados Abertos, mantido pelo governo federal.

O novo indicador utilizado, esperança de vida ao nascer, também teve crescimento no município, segundo o PNUD. Este quesito cresceu 4,3 anos na última década, passando de 72,8 anos, em 2000, para 77,1 anos, em 2010. No Brasil, a expectativa de vida está em 74 anos.

 

Infraestrutura tem retração nos últimos doze meses

Crucial para a atração de investimentos, a infraestrutura do município sofreu variação negativa. Se em 2018 Botucatu ocupava a 48ª colocação, na atual edição do ranking, passou a ser a 51ª cidade com melhor infraestrutura, tendo obtido 3,035 pontos. A nota máxima, neste quesito é 6,5.

Para este estudo foram condicionados fatores que proporcionem facilidades na instalação de empresas e de habitação como distribuição de água, telecomunicações, malha rodoviária, proximidade com aeroportos, hidrovias, ferrovias e outros modais de transporte; além da própria mobilidade urbana. Também foram avaliados os percentuais de residências com fornecimento de energia elétrica.

Conforme o projetado pelo IBGE, Botucatu apresentou, em 2018, 95,8% de domicílios com serviço de água e esgoto sanitário. Neste contexto, 74,8% dos domicílios em área urbana estão em vias públicas com arborização. No entanto, 25,8% encontram-se em ruas com estrutura adequada, com presença de bueira, calçada, pavimentação asfáltica e meio-fio.

Fonte: Flávio Fogueral/Assessoria de Imprensa Associação Comercial e Empresarial de Botucatu

Texto disponível na edição 46 da revista Destaque Botucatu. 


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